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Cofre-Relicário

Uma das influências da arte portuguesa na arte do Japão resulta na forma abaulada das tampas de arquetas e baús ali executados, sobretudo entre meados do século XVI e as primeiras décadas do XVII. Esta era uma opção característica das arcas de viagem, para que pudessem apanhar água sem que esta se depositasse na superfície. A sobrevivência de um considerável número destes cofres nanban em Portugal deveu-se à sua reutilização para o culto cristão como relicário ou urna para o Santíssimo. Poderia ser o caso deste, referenciado no inventário de 1695, mas talvez correspondente ao “cofre de madrepérola” registado no altar dos Santos Mártires da igreja de São Roque em 1588.

Cofre-Relicário
DETALHES

LOCAL/DATA

Japão, período Momoyama, século XVI (finais) / século XVII (início)

MATERIAIS

Madeira lacada a negro com aplicações de madrepérola e ferragens de cobre dourado a azougue

DIMENSÕES

15,2 x 23 x 13,2 cm

INV

Inv. Rl. 272