No dia 7 de setembro encerrámos as candidaturas da segunda edição do RISE for Impact e é com entusiasmo que vimos chegar até ao último minuto, do último dia, 103 candidaturas – um número que superou a edição anterior!

A par do número de candidaturas record, está o nível dos projetos recebidos. Temos, sem dúvida, um leque incrível não só de ideias altamente inovadoras, como também de soluções com imenso potencial e equipas capazes de as implementar.

Mesmo no cenário de imprevisibilidade comum, a comunidade empreendedora envolveu-se e conseguimos chegar até aos empreendedores mais motivados, com sentido de missão e que querem, mais que nunca, contribuir para a resolução de problemas e necessidades sociais.

Podemos abrir o jogo e dizer que a maioria das candidaturas tem ideias/projetos que visam trabalhar os ODS12 – consumo e produção responsáveis, ODS11 – cidades e comunidades sustentáveis, ODS4 – educação de qualidade e ODS3 – saúde e bem-estar.

A liderar estes projetos, estão 60 mulheres e 43 homens. A presença de 60 mulheres é muito relevante para a Casa do Impacto. Somos uma Casa cujos valores assentam na luta pela igualdade de oportunidades, nomeadamente entre géneros.

A grande adesão ao programa de aceleração da Casa do Impacto e a qualidade dos projetos, mostra-nos a comunidade de empreendedores de impacto está realmente a crescer e que o ecossistema do empreendedorismo está cada vez mais consolidado e capaz de apoiar projetos com impacto, em todas as fases.

Sendo que era esta a falha que sabíamos existir e que quisemos colmatar com a criação da Casa do Impacto, podemos dizer que estamos atentos, mas acima de tudo orgulhosos de fazer parte deste ecossistema.

O RISE for Impact foi desde o início, um programa criado para fazer face à escassez de projetos inovadores com impacto social no mercado nacional e desenhado para começar pelo início do «pipeline», estimulando a geração de novas ideias e a sua transformação em soluções tecnicamente viáveis, financeiramente sustentáveis e apoiando os indivíduos e equipas que revelassem mais motivação e competências.

Mas perante o cenário de imprevisibilidade comum, também a Casa do Impacto, teve o desafio de reinventar o seu ecossistema por forma a continuar a ser casa que acolhe e potencia as ideias e soluções aos desafios sociais e ambientais prementes. Desenvolveu, por isso, esforços para a adaptar o modelo de capacitação do RISE for Impact, por forma a viabilizar a concretização das várias fases.

Missão cumprida: é já no fim-de-semana de 18 a 20 de setembro que arranca o RISE com um Bootcamp em que participam 60 candidatos. Esta edição irá decorrer num formato online, que será composto por sessões contínuas de trabalho dinâmico, equilibrando conhecimento de ponta, casos de estudo e aplicação prática de ferramentas. Cada sessão inclui a apresentação de conceitos, modelos e ferramentas e é seguida de tempo para aplicação em equipa e com o acompanhamento de mentores. No final desta fase decorre uma avaliação para passagem à fase seguinte, sendo selecionados 10 projetos.

Apesar da adaptação necessária do RISE para um modelo online, certo é que todos os que chegarem à fase de capacitação vão poder contar com:

> Acesso a mentoria e suporte por parte de profissionais de diferentes áreas;

> Oportunidades de exposição a investidores e a potenciais clientes;

> Integração numa comunidade de impacto com enorme sentido de missão

> Bolsas mensais para startups selecionadas para a fase de Capacitação e Incubação;

> 10.500€ em prémios;

Fica atento/a, em breve anunciamos os 10 selecionados para próxima fase do RISE!